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Foto de Márcio Alexandre
Após reunião na Comissão de Política Salarial, impasse sobre novas nomeações para a PCP continua

Protocolo da Polícia Científica do Paraná (PCP) de 19 de abril, que pede a ampliação imediata de 439 vagas na classe de acesso do quadro de peritos oficiais, estava na pauta da reunião da Comissão de Política Salarial do governo estadual do dia 8 de maio. O órgão reúne representantes de diversas pastas da gestão Cida Borghetti e, mesmo diante da sinalização positiva do gabinete da governadora, da Secretaria de Administração e Previdência (Seap), da Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral (Sepla) e da Casa Civil, os técnicos da Secretaria da Fazenda (Sefa) apresentaram oposição à demanda da PCP e do Sinpoapar (Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná).

Com isso, o impasse em torno da defasagem do quadro de servidores da perícia oficial continua. Atualmente existem 493 vagas na classe de acesso da PCP e o protocolo pede a urgente contratação de mais 439 servidores, considerando que as 54 vagas abertas no concurso do edital 01/2017 serão efetivamente preenchidas. Mas até o momento, a perspectiva é completamente distante da realidade da segurança pública e da Polícia Científica, em especial.

“A não recomposição do QPPO vai contra a necessidade de atendimento da população do Paraná, que vai continuar com acesso precário aos serviços do IML e do Instituto de Criminalística. A quem interessa a precarização da Polícia Científica e do seu quadro de servidores? Isso impacta diretamente nas investigações criminais e nos processos judiciais. E representa risco potencial para a imagem da gestão Cida Borghetti, já que a sociedade espera que o governo provenha recursos para os serviços prestados pela Polícia Científica”, declara o presidente do Sinpoapar, Alexandre Brondani.

O protocolo O documento da PCP cita que contrato com cerca de 130 servidores contratados via PSS (Processo Seletivo Simplificado) termina no dia 31 de agosto e não poderá ser prorrogado, considerando que já existe concurso público homologado. Reforça que o atendimento da Polícia Científica é ininterrupto (24 horas por dia e 7 dias por semana), sendo necessário, para fechar a escala de trabalho em qualquer unidade, no mínimo, 8 médicos legistas, 6 peritos criminais, 6 auxiliares de necropsia e 6 auxiliares de perícia.

Com tabelas que relacionam o quantitativo mínimo necessário de cada unidade da Polícia Científica, o protocolo ainda aponta oito unidades onde não há “nenhum perito criminal”: Apucarana, Campo Mourão, Ivaiporã, Jacarezinho, Paranavaí, Pato Branco, Toledo e União da Vitória. Para Campo Mourão, por exemplo, são necessários seis peritos criminais. Jacarezinho, por sua vez, é uma cidade atendida pela Criminalística de Londrina que, devido à distância, precisa com urgência de uma unidade própria, com 6 peritos. Das 18 sedes no estado, 14 terão seus atendimentos suspensos, caso não ocorram as nomeações necessárias conforme o pedido.

Assessoria de Comunicação
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