­Top Banner Advertisement

 

Foto de Pedritta Garcia
Manifestações por nomeações marcam inaugurações em Londrina e Curitiba

As inaugurações das novas sedes de IML em Curitiba e Londrina, realizadas respectivamente nos dias 15 e 22 de março, foram marcadas pela presença do Sinpoapar e da Comissão dos Aprovados no Concurso de 2017 que, em manifestação conjunta, pediram mais contratações para a PCP. As duas mobilizações cumpriram seu objetivo: chamar a atenção da imprensa para a necessidade da nomeação de mais peritos e auxiliares para o quadro e para as condições precárias de algumas sedes do IC e IML no estado.

Em Curitiba, o atraso na entrega do IML foi de cinco anos. Em Londrina, além do atraso de três anos da obra, o Governo do Paraná inaugurou uma unidade, que tem 2.400 metros quadrados, e que tem somente 18 profissionais ativos para atender 36 cidades da região. E a expectativa é que apenas 4 das 28 nomeações anunciadas no dia 7 de março – ainda efetivadas pelo governador Beto Richa – são para a seção técnica de Londrina.

“Podem preencher, eventualmente, a escala de plantão. Mas se alguma situação fugir do normal, vamos sentir falta de mais um auxiliar de necropsia e, eventualmente, de mais um médico legista. Sem falar que nenhum perito criminal está sendo nomeado para Londrina e região”, afirmou Alexandre Brondani, presidente do Sinpoapar. Atualmente, a equipe do IML de Londrina tem 7 médicos legistas, 2 toxicologistas, 1 perito criminal odontologista e 8 auxiliares.

Brondani foi categórico ao reiterar que a falta de profissionais também é grave nas sedes do Instituto de Criminalística, que foi contemplado apenas com 2 das 28 nomeações anunciadas em 7 de março. São 2 peritos que devem ser designados para uma das seções do IC no interior do estado. “Não é só de prédio e de viatura que se faz a segurança pública. Nós não somos contra a inauguração, mas não adianta nada essa estrutura toda, se não tiver funcionários suficientes”, desabafou.

As manifestações em Curitiba e Londrina fizeram alusão à sangria lenta da corporação, que requer mais efetivo para prestar um bom serviço público. “Nós perdemos efetivos que não foram repostos nos últimos anos, enquanto a demanda de trabalho da perícia oficial só cresce”, finalizou o presidente do sindicato. Questionado pela imprensa sobre as pautas da categoria, Beto Richa apenas respondeu que as nomeações foram feitas com base na análise de técnicos e que, em caso de necessidade, serão chamados candidatos do banco de aprovados do edital de 2017.

Assessoria de Comunicação
Sinpoapar
  • Comentários

0 Comentários

Top