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Foto de Pedritta Garcia
Operação Tiradentes II, foco somente na polícia ostensiva?

Duas notícias que tratam da Operação Tiradentes II, realizada entre os dias 11 e 12 de maio em todo o Paraná, merecem uma análise do Sinpoapar. Uma está na Gazeta do Povo, um dos sites mais lidos pela população. A outra é da Agência de Notícias do Estado, órgão oficial do governo. O foco é o mesmo: a polícia ostensiva é o que importa, bem no tipo “vamos prender os bandidos!”.

Mas será que a tal operação, que teria mobilizado todo o efetivo da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro durante 24 horas, em todo o estado, realmente obteve o resultado já anunciado? O que vai acontecer com as 29 armas apreendidas, 25 veículos recuperados, os 1,6 mil quilos de drogas e as 191 pessoas conduzidas às delegacias?

Quem vai fazer os exames para determinar o tipo de droga apreendida? Quem será responsável pelos exames dos três celulares recolhidos, que podem conter conversas que comprovem a intenção do tráfico? Quem terá que examinar os veículos para verificar a numeração adulterada?

A Polícia Militar? A Polícia Civil?

Não! É a Polícia Científica. Nós, peritos e auxiliares. Mas não. O que a imprensa e o governo demonstram é que realmente não precisamos da perícia. Basta prender, por isto a polícia ostensiva basta.

Bom... Prende e depois solta o suspeito, porque sem o laudo da Polícia Científica não tem como ficar preso. Né? A própria polícia ostensiva reclama que prende o bandido, mas logo ele está nas ruas novamente. Ele é solto porque não tem a prova para que ele fique preso. Não tem o laudo, entendeu?

O Governo do Paraná usa dinheiro público, recolhido através dos impostos que você paga, para colocar o todo um contingente policial na rua, por um tempo determinado, para mostrar números. Apenas isso. Não existe a base por trás desse trabalho ostensivo – o contingente de peritos e auxiliares necessário – para dar continuidade à operação e fazer com ela tenha mesmo resultado!

Assessoria de Comunicação

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