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Foto de Márcio Alexandre
Polícias elucidam oito crimes de homicídio a partir de um exame de balística

Oito assassinatos ocorridos no município de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), foram elucidados pela Polícia Civil com o auxílio de um exame de balística produzido pela Polícia Científica do Paraná. Quatro suspeitos foram presos.

Após a apreensão de três armas de fogo, durante uma operação no mês de agosto, o delegado titular da Delegacia de Araucária, Guilherme Wall Fagundes, solicitou ao Instituto de Criminalística uma perícia técnica. As armas estavam com quatro suspeitos de ter envolvimento com crimes de homicídios, ocorridos no bairro Campina da Barra, naquele município.

A perícia foi realizada pela Seção Técnica de Balística Forense, que fez o confronto balístico dos projéteis, extraídos das vítimas. O laudo pericial constatou que duas das três armas apreendidas (revólveres da marca Taurus, calibre 38) foram utilizadas para matar oito pessoas, em Araucária. 

De acordo com o delegado titular da Divisão Policial Metropolitana (DPMetro), Hamilton da Paz, o trabalho de investigação da Polícia Civil consiste em buscar provas claras e evidentes, que confirmem a atuação do suspeito na prática do crime. “É extremamente importante que possamos ter o apoio do Instituto de Criminalística, através da perícia técnica, para produzir provas materiais, como a que estamos apresentando”.

“Há casos em que as pessoas mudam seus depoimentos e até mesmo um reconhecimento de suspeito, em função de medo, interesses pessoais ou dúvidas, e isso pode mudar o curso da investigação. Já a prova material e científica é imutável e, agregada com as investigações, facilita a retirada de criminosos das ruas”, completa o delegado.

EXAME – “O exame de balística forense, realizado pela Polícia Científica, trouxe, mais uma vez, a materialidade do fato, comprovando que pela ciência nós conseguimos provar os fatos. Sendo assim, a perfeita integração entre a Polícia Científica e a Polícia Civil leva a atender com mais qualidade e rapidez a população do Estado do Paraná”, afirma o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Hemerson Bertassoni.

ATRIBUIÇÕES – A Seção Técnica de Balística Forense do Instituto de Criminalística do Paraná tem por função principal o exame de armas de fogo, munições, os efeitos por elas produzidos e o confronto balístico, estendendo suas atribuições ao exame das armas brancas, armas impróprias, instrumentos, impactos de projétil, vestes e coletes de proteção balística, sempre que tiverem relação com infrações penais, visando esclarecer a natureza e as características específicas do material questionado.

Eventualmente a Seção de Balística auxilia as demais seções técnicas em exames de impacto de projéteis em veículos ou imóveis, para avaliar qual o possível calibre empregado, estimar ângulos de tiro e até mesmo o posicionamento do atirador.

ENTENDA O CASO – No dia 11 de agosto ocorreu um tiroteio, em Araucária, envolvendo a investigadora de polícia Elzira Wagner. Na ocasião, a polícia prendeu quatro suspeitos e apreendeu três armas de fogo, uma pistola 9mm e dois revólveres 38, a partir dos quais foi feito o confronto balístico.

Esse confronto balístico mostrou que oito pessoas foram assassinadas com duas das armas apreendidas, conforme comprova o exame da Seção de Balística Forense no Instituto de Criminalística.

Os presos foram Jhonatan Leite, 25 anos, o “Mano Axé”; Alisson de Oliveira Santana, 22, o “Teta”; Paulo Henrique Gomes Cenci, 26, o “Bolonha”; e Allan Silveira de Camargo, 27. A Polícia Civil prossegue nas investigações para confirmar a autoria de cada um dos oito assassinatos.

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