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Foto de Pedritta Garcia
Sindicato propõe redistribuição do Instituto de Criminalística

Na semana do dia 5 de novembro, o Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar) foi procurado pelo jornal Diário dos Campos, da região de Ponta Grossa, para falar sobre a situação do Instituto de Criminalística (IC) em nosso estado. Confira a seguir a íntegra da reportagem:

O presidente do Sinpoapar, Alexandre Brondani, sugere que a ampliação no número de unidades de atendimento do Instituto de Criminalística poderá otimizar o serviço no estado. O parecer do sindicato leva em consideração casos que, neste ano, foram destaque em noticiário por conta da demora em recolhimento de cadáveres e na conclusão de laudos.

“Hoje existem unidades do Instituto de Criminalística em 10 municípios. Se acontece um acidente de trânsito com vítima fatal em Sengés e outro em Ponta Grossa, pode ser preciso esperar horas para que o perito de plantão se desloque entre um município e outro”, comenta Brondani. Para ele, novas nomeações de profissionais amenizariam a situação, mas a criação de novas unidades iria melhorar em muito o serviço. “Haveria menos e um atendimento mais rápido”, afirma.

Segundo ele, seria preciso instalar novas sedes em União da Vitória, Campo Mourão e Jacarezinho, por exemplo, que atenderiam áreas que hoje são responsabilidade exclusiva da unidade em Ponta Grossa. Para colaborar com o atendimento de outras regiões, seria preciso criar unidades também com equipes em Pato Branco, Toledo, Paranavaí e Ivaiporã.

Atualmente, o Instituto de Criminalística possui seções com atendimento em Curitiba, Paranaguá, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu, Umuarama, Maringá, Londrina e Francisco Beltrão. A criação de seis novas unidades possibilitaria a redistribuição dos atendimentos.

Laudos: conforme levantamento do Sinpoapar, o atraso na confecção de laudos ocorre em todo o estado. Em Curitiba, 19 mil materiais de computação (celulares e computadores) estariam aguardando a perícia que é fundamental para os inquéritos da Polícia Civil e para uso do Judiciário. O sindicato acredita que, com a atuação dos nove peritos no momento realizam cerca de 90% dos exames nesses equipamentos eletrônicos, essa demanda só seria totalmente atendida após 10 anos de trabalho ininterrupto, e se não houvesse novas demandas.

Sesp analisa novas contratações: a direção da Polícia Científica do Paraná informou, por meio da assessoria de imprensa, que busca permanentemente junto ao Governo do Estado o chamamento de mais profissionais aprovados no concurso público para reforçar as unidades do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística. Destacou que a governadora Cida Borghetti autorizou a contratação de mais de 100 novos servidores para a Polícia Científica, mas que existem limitações para contratações em função da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Quanto a novas unidades do Instituto de Criminalística, a direção estuda a criação de novas instalações nas cidades para melhorar o atendimento aos cidadãos paranaenses.

Fonte: Diário dos Campos, por Danilo Kossoski

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