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Foto de Pedritta Garcia
Sinpoapar esclarece perícia não realizada em celular da Operação "Quadro Negro"

Reportagens sobre os últimos desdobramentos da Operação Quadro Negro, divulgadas nos últimos dias, falam que uma perícia feita pelo fabricante de um dos smartphones apreendidos resultou na abertura de dois inquéritos criminais para investigar o envolvimento dos deputados estaduais Ademar Traiano (PSDB) e Plauto Miró (DEM) nos desvios de mais de R$ 20 milhões da construção e da reforma de escolas estaduais.

O celular em questão é de Eduardo Lopes de Souza, apreendido em julho de 2015 quando ele foi preso na primeira fase da operação. A imprensa informou, corretamente, que o smartphone não chegou a ser periciado pelo Instituto de Criminalística mas, mais uma vez, não dá detalhes sobre porque o exame não pode ser feito pelos peritos criminais do Paraná. Então, é preciso que o Sinpoapar, mais uma vez, esclareça o fato.

Na época, mais de 60 materiais foram apreendidos na operação e encaminhados para a Polícia Científica para perícia. Do total, apenas este aparelho foi o único não periciado porque não foi possível quebrar a senha. De fato, o celular do investigado foi entregue à seção de Computação Forense de Curitiba em 2015, mas foi devolvido logo em seguida à autoridade que solicitou a perícia porque o aparelho estava bloqueado e as ferramentas forenses existentes na seção não possibilitavam a decodificação da senha.

A autoridade solicitante só remeteu o smartphone para uma nova tentativa de perícia do Instituto de Criminalística em fevereiro deste ano, quase 3 anos depois, acompanhado de uma senha. Entretanto, a senha não serviu para desbloquear o equipamento. Novamente, o exame não pode ser feito porque a empresa que fornece o equipamento forense atual cobra em torno de R$ 10 mil para prestar este tipo de serviço no modelo de celular apreendido. O IC não possui verba para solicitar este serviço diretamente, mas poderia ter.

Com isso, o aparelho foi, pela segunda vez, devolvido pela perícia à autoridade solicitante, que encaminhou o mesmo para o fabricante do equipamento forense, e não para a fabricante do celular, como informado pela imprensa.

Confira as notícias publicadas no G1 Paraná e na Gazeta do Povo:

Laudo em celular de delator da Operação Quadro Negro aponta encontros com Traiano e Plauto

Conversa indica ingerência de Traiano em pagamentos a empreiteiras na Quadro Negro

Assessoria de Comunicação - Sinpoapar

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