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Foto de Pedritta Garcia
Sinpoapar se posiciona sobre acidente com perita criminal em Cantagalo

Neste fim de semana aconteceu mais um acidente com uma viatura da Polícia Científica no interior do estado. A perita criminal e chefe da seção de Guarapuava do Instituto de Criminalística, Tatiane Wolf, voltava de Laranjeiras do Sul no sábado (1º) à noite (onde atendeu um acidente na BR 277) quando o veículo sofreu aquaplanagem e caiu em uma ribanceira. O acidente aconteceu no município de Cantagalo.

As circunstâncias do acidente serão apuradas. Porém, cabe ao Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar) informar que a perita estava cobrindo o plantão, devido a uma lacuna na escala, aberta por afastamento médico de um colega. Atualmente, o Instituto de Criminalística em Guarapuava conta com apenas 4 peritos na escala de plantão mais um na chefia. O correto seriam 8 peritos criminais, pois ainda há 2 peritos afastados por razões médicas. E agora, em função do acidente, a perita Tatiane Wolf deve ficar afastada por, pelo menos, 60 dias.

O atendimento na região de Guarapuava já estava crítico e, agora, estima-se que já no mês de setembro haverá a lacuna de 12 plantões a serem preenchidos. Isso se soma à gravidade do Instituto Médico Legal (IML) da cidade, que também é crítica. É permanente a insuficiência de peritos oficiais e auxiliares para preencher as escalas de plantão nos institutos de perícia em todo o estado.

A ausência e a precariedade de funcionamento de seções do IC e IML nas Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) tem sérias conseqüências: o agravamento da exposição ao risco dos profissionais de perícia, o atraso no atendimento das ocorrências, a maior distância de deslocamento até os locais de crime, a deficiência no atendimento à população.

Nos últimos 8 anos ocorreu o desligamento de 143 servidores da Polícia Científica, por aposentadoria, exoneração ou falecimento, além de afastamentos por licenças médicas, licenças remuneratórias e outras razões legais. O déficit hoje na classe de acesso da Polícia Científica (chamada 4ª classe na carreira) é 203 peritos criminais, 10 químicos legais e 10 toxicologistas. O maior déficit é dentro do Instituto de Criminalística, onde faltam esses 203 peritos criminais.

As vagas da classe de acesso para o IML já estão praticamente preenchidas. Mas é urgente o preenchimento das vagas para o IC. O concurso 01/2017 para contratação de servidores de carreira para suprir a carência nos institutos de perícia oficial está homologado, bastando apenas a boa vontade e comprometimento do Governo do Paraná com a perícia oficial, essencial para a obtenção da justiça em nosso estado.

O processo para a ampliação das vagas do concurso está nas mãos da governadora Cida Borghetti, cabendo ela tomar a decisão coerente de ampliar as nomeações do concurso público, antes que novos e graves acidentes possam acontecer com os servidores da Polícia Científica.

A Diretoria do Sinpoapar

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